MHC (major histocompatibility complex, complexo de histocompatibilidade principal), se refere a um complexo gênico que expressa proteínas de membrana que participam do reconhecimento entre as celulas e, por isso, são fundamentais a histocompatibilidade (compatibilidade de tecidos). Ou seja, são importantíssimas, por exemplo, na rejeição em casos de transplante de órgãos. O MHC permite,também o reconhecimento de células que sofreram mutações, que são por isso destruídas pelas células T citotóxicas, que reconhecem os receptores MHC. Algumas células cancerosas, entretanto, suprimem a expressão do MHC, que deixa de aparecer na membrana plasmática e, assim, a célula não é reconhecida como mutante e não é destruída. As células NK (natural Killer) representam uma defesa do organismo contra esse tipo de célula, pois as combatem sem depender dos receptores MHC. O MHC apresenta tanto proteínas próprias como antígenos externos, como fragmentos de bactérias fagocitadas. Ele participa da ativação de linfócitos B em plasmócitos (células produtoras de anticorpos) e do fenômeno da Apresentação de Antígeno. Neste último caso,o macrófago expõe proteinas de bactérias fagocitadas ao linfócito T, e este estimula a proliferação e diferenciação dos linfócitos B em plasmócitos. Abaixo, a ativação de linfócitos B, quando esses absorvem antígenos extracelulares e os expressam na membrana plasmática junto ao MHC. As células T reconhecem o MHC e ativam o linfócito B, que se diferencia em plasmócito.
Veja, abaixo, o processo da apresentação de antígenos e ativação das células B para a produção de anticorpos. Os Antígenos extracelulares são fagocitados e posteriormente expressados na membrana plasmática do macrófago, ligados ao MHC.
Abaixo, um virus ( em verde), é endocitado e digerido. Suas proteínas são enviadas para o Golgi, que as liga ao MHC e as exporta para membrana plasmática.
Veja, abaixo, o linfócito T citotóxico a uma célula alvo através do MHC, produzindo poros na sua membrana e destruindo essa célula. Essa é uma forma de destruir células infectadas por vírus, transplantadas ou tumorais...
...entretanto, certas células tumorais deixam de expressar o MHC em suas membranas, impedindo,assim, a ação dos LT citotóxicos sobre elas:
A célula natural killer (NK) por sua vez não depende do MHC, se ancorando em outras proteinas de membrana, podendo por isso destruir a célula tumoral...
...o que explica o quadrinho postado no início deste texto:
(Célula transformada-"oh! acho que sofri uma mutação. Merda! As células T vão me matar. Rápido, esconda o MHC! Ufa! foi por pouco!
Célula NK: "-Arran!"
Cél. transformada: "oh...Olá, Célula NK..." E morreu.)
As células T se ligam, assim, ao MHC de outras células, seja para ativação de células B ou para destruição de células infectadas ou tumorais, ou transplantadas. Dessa forma, os linfócitos T estão relacionados com a mediação celular, sendo importantes na integração das ações do sistema imune. Lembre que essas células são o alvo o HIV, o que nos faz entender porque a sua redução intensa na fase AIDS causa graves transtornos de imunidade.
MHC e Processamento
Célula "Assassina Natural" (Natural Kiler") induzindo apoptose em célula transformada...
...mas lembre que parte dos tumores perderam a capacidade de apoptose, não respondendo, assim, a essa defesa do corpo.
Clique aqui para baixar o texto das aulas do minicurso sobre o controle e o descontrole da divisão e diferenciação celular.
Ok, eu desenho pra você:
Ao clicar acima, você entra na página do google docs com a apostila do minicurso. Se você for um robô, pode ler na própria página e fazer os exercícios de mitose e meiose ali. Entretanto, como a maioria dos humanos gosta de ler no papel, você pode salvar o arquivo no seu computador e imprimi-lo quando precisar.
No canto superior direito clique em ARQUIVO:
Magicamente, abrir-se-á uma janela. Nela você pode fazer o download do arquivo. Se você não sabe o que é download pergunte a sua avó, certeza que ela sabe.
Se quiser já imprimir de uma vez, na mesma janela existe a opção imprimir:
Dentre as doenças que já estão sendo estudadas com a nova técnica[que leva em conta o Proteoma], encontra-se um tipo de câncer no cérebro conhecido como glioblastoma multiforme. A engenheira química Juliana de Saldanha da Gama Fischer, pesquisadora do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz que também fez doutorado-sanduíche no Instituto Scripps, vem usando a metodologia para estudar os efeitos do quimioterápico álcool perílico em pacientes terminais com esse tipo de tumor.
O álcool perílico, composto encontrado naturalmente em óleos essenciais de menta, cereja, semente de aipo e outros vegetais, vem sendo adotado para tratar estágios avançados de glioblastoma no Brasil praticamente sem efeitos colaterais. Inicialmente, os pacientes apresentam uma redução do tumor. Com o passar do tempo, no entanto, o tumor pode adquirir resistência ao medicamento e deixar de responder ao tratamento.
Compreender melhor os mecanismos de resistência do tumor ajuda a desenvolver tratamentos mais eficazes
Esse impasse levou Fischer a identificar e analisar em laboratório as pequenas diferenças apresentadas entre as células tumorais resistentes e não resistentes à droga.
Os resultados, publicados em março no periódico Journal of Proteomics, permitiram identificar proteínas que podem estar relacionadas com a resistência do tumor.
O método tem permitido entender a ação do álcool perílico sobre as proteínas das células cancerosas. “Compreender melhor os mecanismos de resistência do glioblastoma multiforme a esse quimioterápico ajuda a desenvolver tratamentos mais efetivos contra essa doença”, explica Fischer. Mas a engenheira química ressalta que ainda é cedo para pensar em cura para casos terminais desse tipo de câncer cerebral.
O estudo de Fischer contou ainda com a participação de Clóvis Orlando da Fonseca, da Universidade Federal Fluminense, de Gilberto Domont e Maria da Glória, ambos da UFRJ.
Debora Antunes
Ciência Hoje On-line
veja o artigo completo em http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2010/06/juntando-as-pecas
1. Perda da Inibição por Contato
2.Perda da capacidade de Apoptose
3. Produção de fatores de crescimento próprios
4.Produção de receptores anormalmente ativos para fatores de crescimento
5.Prejuízo dos mecanismos de reparo de DNA.
6.Alteração do Glicocálice
A neoplasia é caracterizada por uma multiplicação celular incontrolada e desdiferenciação. Lendo a lista de características acima,responda: o câncer é resultado de apenas uma mutação? Por que o câncer é mais comum em pessoas mais velhas? Qual tecido é a principal fonte de cânceres, e por que?
O acúmulo de mutações pode ativar Proto-oncogenes ou inativar Genes Supressores tumorais.
Proto-oncogenes são genes relacionados a produção de fatores de crescimento, e estão por isso em todas as células, em grande parte inativados. Sua ativação por mutações leva a produção anômala de fatores de crescimento e, por isso, crescimento autônomo da célula.
Genes supressores tumores estão ligados a processos como a inibição por contato e apoptose. Mutações que inibam essas genes são também caracteristicas de neoplasia.
Assim, a gênese da neoplasia está relacionada à ativação de oncogenes e inativação de genes supressores tumorais.
A falta de apoptose e reparo do DNA agrava o acúmulo de mutações e o estado de desdiferenciação da célula neoplásica.